sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sexta da Falk: Estrada Real

Talvez essa seja a cerveja mais famosa da Falk Bier, uma Indian Pale Ale de altíssima qualidade que leva o nome da Estrada Real. Esta homenagem é bem coerente já que esse estilo de cerveja foi criado pelos ingleses durante a colonização indiana, com uma alta quantidade de lúpulo para ajudar na conservação, essa seria possivelmente a cerveja utilizada por nossos colonizadores durante sua viagem por esta Estrada. Ela geralmente é servida com caças, carnes marcantes e comidas gordurosas, mas eu escolhi harmonizá-la com um macarrão com pitu, que apesar de ser um crustáceo possui um sabor muito marcante e presente.

Aparência: Rótulo que imita uma mapa antigo,esteticamente bem interessante. Já a cerveja, apresenta uma cor cobreada, meio caramelo queimado, creme denso e persistente de coloração bege.

Aroma: No aroma o lúpulo reina, com um agradável cheiro herbal e floral bem marcante.

Sabor: Ponto alto da cerveja, com um moderado amargor super agradável, com a presença de algo torrado no fundo.

Sensação: Esta cerveja é adstringente, mas não chega a incomodar e essa característica favorece a harmonização com pratos mais gordurosos e marcante, carbonatação média baixa e o álcool muito bem colocado.

Conjunto: Cerveja imperdível da Falk, faz jus a fama que tem e carrega com muito mérito esse título que leva.

Nota Final: 9,4

Macarrão com Pitu


 Sem dúvidas, pitu é de longe o meu crustáceo favorito e é um sério candidato na disputa de sabor que mais agrada meu paladar. Ele consegue unir todo aquele ritual do comer  caranguejo com uma quantidade significativa de carne, algo que justifica tanto esforço e marteladas. A lagosta também apresenta esta característica, mas seu sabor é muito menos marcante se comparado a esse tesouro do rio. Infelizmente, a cada dia vem ficando mais difícil se achar pitu para comprar, consequentemente o preço se eleva graças a baixa oferta e alta procura. Mas enfim, é um prato que vale a pena.

1 kg de pitu
01 tomate grande maduro
01 pimentão verde picado
01 cebola branca fatiada
1 colher de coloral
Cheiro verde
Sal temperado com sementinha de coentro, pimenta-do-reino (à gosto).
Macarrão tipo Spaghetti 

  Primeiro refogue a cebola no azeite, o pimentão, o alho , tomate , o coloral e o sal. Faça um caldo, depois cozinhe o pitu por 30 minutos. Finalize com o cheiro verde. Depois, Coe o caldo para cozinhar o macarrão. Sirva o macarrão preparado nesse caldo com pedaços de pitu por cima. O prato é tem uma preparação bem simples e com poucas chances de erro, mas com um sabor quase que inigualável.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pato Selvagem com Laranja e Mel


 Infelizmente, por conta de uma mudança climática aqui em Vitória da Conquista, acabei gripando e ficando com a garganta inflamada, por consequência disso estou tomando antibióticos. Portanto essa sexta não será da falk, semana que vem trarei a resenha da Falk Bier: Estrada Real. Mas para não passar a semana em branco, preparei um pato selvagem, cozido na cerveja preta e assado coberto com laranja e mel. Fantástico.

Mel
Suco de Laranja
Uma lata de cerveja preta
Batatas
Pato Selvagem
Alho
Cebola
Manteiga
Azeite


 Tempere o pato com sal, semente de coentro e alho e deixe pegando o tempero de um dia para o outro. Em uma panela coloque uma quantidade generosa de manteiga e um pouco de azeite para não deixa-la queimar , aqueça bastante, jogue a cebola e depois o alho, quando estiverem dourados sele o pato por aproximadamente 15 minutos, passado esse tempo acrescente a cerveja preta e depois água na panela e deixe-o cozinhando. A carne do pato selvagem é bem dura, portanto é preciso um longo período de cozimento, caso você utilize um pato de granja pode-se reduzir esse tempo. Quando estiver pré-cozido coloque o pato em uma assadeira coberta com papel alumínio e leve ao forno já pré-aquecido junto com rodelas de batata. Quado estiver quase assado, passe mel e suco de laranja sobre o pato e coloque novamente no forno por mais 10 minutos. Sirva com arroz branco.
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sexta da Falk: Diamantina


 Na segunda parte da série Sexta da Falk degustei a Bohemian Pilsener nomeada de Diamantina, faz parte da nova leva de rótulos que a Falk Bier lançou esse ano e é representante de um dos mais louvados estilos de mundo, tendo como diferencial a utilização de ingredientes de primeira (como o lúpulo tcheco). Harmonizei essa cerveja com tirinhas de filé com funcho, não é muito comum a harmonização desse tipo com carnes, porém a leveza do adocicado do funcho contrastou muitíssimo bem com o amargor dela, no final das contas foi uma excelente combinação, recomendo que experimentem-na. 

Aparência: Lindo rótulo, homenageando uma cidade mineira que foi considerada pela ONU como patrimônio da humanidade, no copo, possui uma cor dourada e levemente alaranjada e translúcida, além do creme, que é bem formado, mas é breve.

Aroma: O aroma do malte se sobressai, mas ainda é possível perceber um toque floral e cítrico do lúpulo ao fundo. Me fez lembrar no fundo, cheiro de pão, tornando agradabilíssimo o aroma desta.

Sabor: O amargo se sobressai no paladar, principalmente no final e no retrogosto, porém ele é bem suave e agrada bastante ao paladar, mostrando a influência do lúpulo de amargor e seu reinado nessa cerveja. Ponto positivo, o amargor impede que a mesma se torne enjoativa.

Sensação: Corpo bem leve, típico do estilo. E a drinkability é incrível, é quase compulsória a vontade de beber mais e mais. Alta carbonatação e uma leve adstringencia no final. O álcool é bem suave e quase não percebido.

Conjunto: Ótima cerveja, uma opção para conhecer um verdadeiro representante das pilsener. Depois dela você nunca mais vai olhar para uma "loura gelada" da mesma forma.

Nota Final: 9,3

Tirinhas de carne com funcho



  Um almoço rápido, que você pode encontrar a maioria dos ingredientes em sua geladeira a qualquer momento. O toque diferencial é o do funcho, que dá aquele adocicado da erva-doce que contrasta muito bem com a carne e deixa o prato mais interessante ao paladar.

Filé ou outro tipo de carne macia
Cenoura
Vagem
Pimentão verde
Funcho (raiz da erva-doce)
Manteiga
Pacote de molho madeira
Sal e pimenta-do-reino

 Corte a carne em tirinhas finas e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto, use de 150 a 200 gramas de carne por pessoa em média, depois de temperada, frite a carne na manteiga e reserve. Numa panela de vapor ou no microondas, pré-cozinhe a cenoura, a vagem, o pimentão e o funcho, todos cortados em tirinhas. Misture todos os ingredientes, acrescente um pacote de molho madeira pronto e prossiga o cozimento. Sirva com arroz branco.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sexta da Falk: Ouro Preto



Para iniciar a série escolhi a Ouro Preto, umas das mais famosas da Falk, uma imperdível cerveja escura do estilo Schwarzebier. Para harmonizar escolhi o Penne com Molho de cogumelos pois já havia visto várias indicações desta cerveja  combinada com macarrão e molho branco, o contraste é realmente maravilhoso e a adição de cogumelos melhora ainda mais o sabor.  
  
Aroma: No aroma percebe-se aquele agradabilíssimo cheiro do malte torrado além de levedura e notas bem marcantes de café. Tudo muito harmonizado e bem colocado.

Aparência: Começando pela garrafa, belíssima, esses traçados minimalistas no preto do rótulo que se misturam com o preto da garrafa tornam a cerveja uma imperdível experiência visual mesmo antes de aberta. No copo, toda essa beleza se mantém. Uma cerveja escura que fica avermelhada contra a luz, com um creme denso e persistente.

Sabor: Ponto alto dessa cerveja, as notas de café e chocolate amargo são muito bem colocadas, uma harmonia impressionante. O final é longo e deixa aquela sensação de café torrado na boca, contrastando com um pequeno dulçor dessa.

Sensação: Corpo bem leve, proporcionando uma excelente drinkability, tão boa que é uma das poucas cervejas escuras que eu tomaria mais de uma garrafa. A cabonatação é média e o álcool aparece bem discreto.

Conjunto: É uma cerveja imperdível, suas características contrastantes são tentadores e sua leveza faz com que não tenhamos a mínima vontade de parar de bebê-la. 

Nota Final: 9,1

Penne ao molho de cogumelos


 Macarrão com molho branco e queijo é a prova concreta de que se é possível fazer um prato simples, rápido e ao mesmo tempo delicioso. Com um toque especial de cogumelos o molho deixa de ser branco, mas a complexidade do sabor do prato se eleva tornando-o uma experiência tentadora:

Macarrão do tipo Penne
Leite
Manteiga
Farinha de trigo
Queijos variados ( se tiver gorgonzola ótimo!) 
Funghi peruano seco.
Shitake seco
Queijo parmesão ralado

A primeira etapa é a preparação molho "branco", já que nesse caso termina como um molho marrom. Para fazê-lo ponha em uma panela manteiga e vá acrescentando a farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre para não empelotar. Coloque duas colheres de farinha de trigo para cada colher de manteiga. Depois que você misturá-los bem obterá um creme amarelo dourado, vá adicionando o leite aos poucos e mexendo sempre para não empelotar, depois acrescente queijos de sua preferência. Paralelo a isso, hidrate os cogumelos e saltei-os na manteiga, depois disso pode mistura-lo ao molho e observar a linda mudança de cor. Cozinhe o macarrão deixando-o mais aldente e cubra-o com o molho e queijo ralado.