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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sexta da Falk: Estrada Real Weiss


A muito tempo não havia bebido uma Weiss tão boa, sem dúvida a Falk Bier: Estrada Real Weiss entrou para o meu Top 5 no gênero. Harmonizei essa cerveja com uma massa de espinafre com molho branco e camarão, já que a mesma é indicada para acompanhar pratos leves, mas ele tem um dulçor bem peculiar, numa próxima experiência tentarei combina-la com algo moderadamente amargo, acredito que o contraste será bem interessante.

 Aparência: Cor âmbar, bem clara e turva. A espuma é bem confortável, densa e de média baixa duração. O rótulo segue a mesma linha das outras de série, só que utilizando tons mais claros que fazem uma melhor referência ao estilo.

Aroma: Ponto alto dessa cerveja, algo bem frutado e doce, quase que um tutti fruti, o floral do lúpulo é bem agradável e intenso.

Sabor: A característica mais marcante dessa cerveja é seu dulçor, mas não aquele que estamos acostumados, aquela coisa chata que deixa a cerveja enjoativa, eu tinha muita restrição a cervejas doces antes de tomar essa, aconselho mesmo para os fãns das amargas.

Sensação: É incrível a refrescância dessa cerveja, o corpo, a carbonatação, o álcool... parece que tudo está completamente casado para que torne essa cerveja extremamente agradável de se tomar em grandes quantidades.

Conjunto: Cerveja imperdível, se você gosta de weiss corra e deguste-a. Se não gosta do estilo, essa merece uma chance, pois sem dúvida é uma das melhores representante do gênero.


Nota Final: 9,8

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sexta da Falk: Estrada Real

Talvez essa seja a cerveja mais famosa da Falk Bier, uma Indian Pale Ale de altíssima qualidade que leva o nome da Estrada Real. Esta homenagem é bem coerente já que esse estilo de cerveja foi criado pelos ingleses durante a colonização indiana, com uma alta quantidade de lúpulo para ajudar na conservação, essa seria possivelmente a cerveja utilizada por nossos colonizadores durante sua viagem por esta Estrada. Ela geralmente é servida com caças, carnes marcantes e comidas gordurosas, mas eu escolhi harmonizá-la com um macarrão com pitu, que apesar de ser um crustáceo possui um sabor muito marcante e presente.

Aparência: Rótulo que imita uma mapa antigo,esteticamente bem interessante. Já a cerveja, apresenta uma cor cobreada, meio caramelo queimado, creme denso e persistente de coloração bege.

Aroma: No aroma o lúpulo reina, com um agradável cheiro herbal e floral bem marcante.

Sabor: Ponto alto da cerveja, com um moderado amargor super agradável, com a presença de algo torrado no fundo.

Sensação: Esta cerveja é adstringente, mas não chega a incomodar e essa característica favorece a harmonização com pratos mais gordurosos e marcante, carbonatação média baixa e o álcool muito bem colocado.

Conjunto: Cerveja imperdível da Falk, faz jus a fama que tem e carrega com muito mérito esse título que leva.

Nota Final: 9,4

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sexta da Falk: Diamantina


 Na segunda parte da série Sexta da Falk degustei a Bohemian Pilsener nomeada de Diamantina, faz parte da nova leva de rótulos que a Falk Bier lançou esse ano e é representante de um dos mais louvados estilos de mundo, tendo como diferencial a utilização de ingredientes de primeira (como o lúpulo tcheco). Harmonizei essa cerveja com tirinhas de filé com funcho, não é muito comum a harmonização desse tipo com carnes, porém a leveza do adocicado do funcho contrastou muitíssimo bem com o amargor dela, no final das contas foi uma excelente combinação, recomendo que experimentem-na. 

Aparência: Lindo rótulo, homenageando uma cidade mineira que foi considerada pela ONU como patrimônio da humanidade, no copo, possui uma cor dourada e levemente alaranjada e translúcida, além do creme, que é bem formado, mas é breve.

Aroma: O aroma do malte se sobressai, mas ainda é possível perceber um toque floral e cítrico do lúpulo ao fundo. Me fez lembrar no fundo, cheiro de pão, tornando agradabilíssimo o aroma desta.

Sabor: O amargo se sobressai no paladar, principalmente no final e no retrogosto, porém ele é bem suave e agrada bastante ao paladar, mostrando a influência do lúpulo de amargor e seu reinado nessa cerveja. Ponto positivo, o amargor impede que a mesma se torne enjoativa.

Sensação: Corpo bem leve, típico do estilo. E a drinkability é incrível, é quase compulsória a vontade de beber mais e mais. Alta carbonatação e uma leve adstringencia no final. O álcool é bem suave e quase não percebido.

Conjunto: Ótima cerveja, uma opção para conhecer um verdadeiro representante das pilsener. Depois dela você nunca mais vai olhar para uma "loura gelada" da mesma forma.

Nota Final: 9,3

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sexta da Falk: Ouro Preto



Para iniciar a série escolhi a Ouro Preto, umas das mais famosas da Falk, uma imperdível cerveja escura do estilo Schwarzebier. Para harmonizar escolhi o Penne com Molho de cogumelos pois já havia visto várias indicações desta cerveja  combinada com macarrão e molho branco, o contraste é realmente maravilhoso e a adição de cogumelos melhora ainda mais o sabor.  
  
Aroma: No aroma percebe-se aquele agradabilíssimo cheiro do malte torrado além de levedura e notas bem marcantes de café. Tudo muito harmonizado e bem colocado.

Aparência: Começando pela garrafa, belíssima, esses traçados minimalistas no preto do rótulo que se misturam com o preto da garrafa tornam a cerveja uma imperdível experiência visual mesmo antes de aberta. No copo, toda essa beleza se mantém. Uma cerveja escura que fica avermelhada contra a luz, com um creme denso e persistente.

Sabor: Ponto alto dessa cerveja, as notas de café e chocolate amargo são muito bem colocadas, uma harmonia impressionante. O final é longo e deixa aquela sensação de café torrado na boca, contrastando com um pequeno dulçor dessa.

Sensação: Corpo bem leve, proporcionando uma excelente drinkability, tão boa que é uma das poucas cervejas escuras que eu tomaria mais de uma garrafa. A cabonatação é média e o álcool aparece bem discreto.

Conjunto: É uma cerveja imperdível, suas características contrastantes são tentadores e sua leveza faz com que não tenhamos a mínima vontade de parar de bebê-la. 

Nota Final: 9,1

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nova Série: Sexta da Falk!


 Começa agora uma nova série semanal aqui no blog. Toda sexta as seis da tarde degustarei uma dessas seis cervejas especiais e lançarei um post duplo, fazendo uma harmonização caprichada das cervejas da Falk Bier com um prato de minha autoria. http://www.falkebier.com.br/. A Falk é uma cervejaria mineira que está entre as Top nacionais e vem provando nossa incrível capacidade de fazer cervejas tão qualificadas quanto as importadas. As cervejas degustadas serão a Diamantina, uma bohemiam pilsen; Estrada Real, uma Indian Pale Ale; Vila Rica, uma Stout; Estrada Real Weiss, uma German Weizen; Ouro Preto, uma Schwarzbier; e finalmente uma Monasterium, uma Belgian Tripel. 

  Espero que curtam assim como eu e que experimentem essas incríveis cervejas.

 Ps: Também agradecer a marca das 1000 visitas.  

quinta-feira, 22 de setembro de 2011


 Estive há um tempo no Empório Mata Branca e pude provar de primeira mão a cerveja Stout da casa. O dia combinava perfeitamente com o estilo, o frio conquistense pedia uma cerveja escura.

Aroma: Notas de café e chocolate marcaram o aroma da cerveja, bem equilibrado e agradável.

Aparência: Creme muito denso e persistente e coloração negra e opaca. Bem característica do estilo. 

Sabor: O chocolate veio com força no sabor, pouco amarga e um pouco ácida, mas nada que atrapalhasse ou incomodasse o paladar, retrogosto rápido e amargo muito agradável também.

Sensação: Baixa carbonatação, corpo médio e álcool muito bem colocado. Boa sensação e drinkability.

Conjunto: Boa cerveja, um dos meus estilos favoritos, bem harmonizada e agradável, vale a pena experimentar.

Preço: R$ 6,00

 Nota Final: 8,4 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Schmitt Barley Wine



 Essa cerveja é do estilo Barley Wine, que é um subtipo das Strong Ales, isso significa que a sua graduação alcoólica  é bem elevada, se aproximando ao vinho. Ela é de uma cervejaria gaúcha e leve bastante lúpulo e malte na receita, o resultado da degustação foi esse:

Aparência: Côr âmbar claro, bastante turva, a cabonatação deixa a cerveja muito bonita num "efeito espumante" e o fato de ter sido servida em uma taça ajudou bastante na apresentação. Creme branco e denso. Bonita cerveja.

Aroma: O aroma é bastante agradável, com notas de cravo e fermento aliado a um leve floral no fundo. Percebe-se também o aroma do malte bem pronunciado.

Sabor: Ponto alto da cerveja, sabor muito intenso e moderadamente amargo, o fato de se usar muito insumo faz com que o gosto do lúpulo se torne bastante acentuado. Notas de várias especiarias, todas bem acentuadas. Gosto de madeira super agradável. Retrogosto forte e com um leve amargor vindo do lúpulo.

Sensação: Falta mais corpo nessa cerveja, poderia melhorar bastante a sensação. Fora isso, a carbonatação é ótima.

Conjunto: Boa cerveja, o álcool é muito bem harmonizado, uma cerveja forte e agradável.

Preço: R$ 8,50

Nota Final: 8,2


sábado, 27 de agosto de 2011

3 lobos Pele Vermelha


  Parecia que o universo estava conspirando para que eu não postasse essa semana. Ia fazer um post na quarta mas acabei tendo que resolver umas outras coisas mais urgentes, na quinta fui fazer um review de um café... que estava fechado e na sexta quando ia para um outro café... um "pequeno" acidente acabou com a noite e com o carro.
 Problemas resolvidos percebi que a semana era para cerveja, então preferi degustar a nova da Backer do que me arriscar em um café novamente. Há toda uma polêmica em volta dessa nova linha 3 lobos, todas a acusam de plagiar o rótulo de uma cervejaria americana, a Flying Dog, mas como todo mundo já está discutindo sobre isso, preferi escrever sobre o que tem dentro da garrafa e ignorar o rótulo, que é muito bonito por sinal. Ela é uma Indian Pale Ale feita com casca de laranja, a princípio eu achei que seria uma mistura desastrosa, uma IPA cítrica não me encorajava muito. Mas o resultado foi surpreendente:

Aparência. Cerveja linda! Minha coloração favorita, um âmbar avermelhado, bem cor-de-terra e explica muito bem o nome da cerveja. O creme tem uma boa formação e duração além de brilhar no copo feito glíter, lindíssima mesmo.

Aroma: Achei bem leve o aroma, esperava algo mais forte para uma cerveja desse estilo. Mas não deixa de ser agradável, algo meio herbáceo e  malte caramelizado.

Sabor: Aqui tive uma real surpresa, a laranja não conferia um sabor cítrico como eu esperava, mas ajudava a compor o amargor da cerveja. Muito agradável o amargor dela a laranja foi uma exelente pedida. Se você gosta de cervejas amargas não pode deixar de tomar esta.

Sensação: Para mim esse é o ponto alto da cerveja, cabonatação ideal e um corpo fantástico, bem cremosa e agradável.

Conjunto: Cerveja de excelência. Recomendo a todos e pretendo toma-la mais vezes. A única restrição é se você não gostar de cervejas mais amargas, mas ainda assim recomendo.

Preço: R$12,00

Nota Final: 9,4


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bamberg Weizen

 Essa cerveja da bamberg é do estilo Weizen, muito popular na região da Baviera e foi harmonizada com espetinhos de melão com presunto. O resultado foi o seguinte:

Aparência: A cerveja possui uma coloração dourada meio fosca, opaca. A espuma é muito densa e persistente e ela ainda possui vestígios do fermento por não ser filtrada. Não é do tipo de cerveja que eu considere muito bonita.

Aroma: Belo aroma, notas bem claras de banana e cravo. Muito agradável.

Sabor: Um pouco adocicada, percebe-se as notas de banana e cravo mais uma vez, final floral e cítrico acentuado demais, amargor é bem suave, quase imperceptível. Lúpulo não é marcante.

Sensação: Corpo médio alto, e alta carbonatação. Ótima drinkability. 

Conjunto: Boa cerveja, dá pra tomar até no café-da-manhã de tão suave e leve, é possível beber grandes quantidades dela por conta disto. Não se percebe a presença do álcool. Nada que a torne única e especial.

Preço médio: R$ 8,00 a Long neck.

Nota final: 7,3

Bamberg Rauchbier



 Provei a premiadíssima cerveja da Bamberg. Ela é feita com malte defumado e por não ser fã de coisas defumadas eu tinha uma certa resistência a ela. Mas como não poderia ignorar a relevância de seu reconhecimento no mundo das cervejas especiais, resolvi degusta-la:

 Aparência: Cor linda, meio marrom avermelhado mas translúcida e brilhosa. Espuma densa e persistente, excelente apresentação. 

 Aroma: O defumado é muito forte, fica parecendo que tem um pedaço de bacon dentro da garrafa, mas isso não fica enjoativo. O odor das coisas defumadas na minha opinião é algo totalmente desagradável, mas algumas notas de caramelo quebram um pouco desse aroma na cerveja.

 Sabor: Agora você tem certeza que existe um pedaço de bacon na garrafa. O defumado é muito mais marcante do que qualquer outro atributo, o máximo que se percebe são leves notas de caramelo, o lúpulo é pouco marcante na cerveja, mas se pode percebe-lo no final amargo e seco. 

Sensação: Média carbonatação, corpo médio. Nada de muito especial nesse ponto, o álcool é bem colocado e não prejudica o conjunto. 

Conjunto: Boa cerveja, acredito que esteja entre as melhores do gênero, se você gosta de coisas defumadas deve experimenta-la. Não entrará na minha lista de favoritas, mas tomarei em outras oportunidades harmonizada com pratos mais fortes. 


Preço Médio: R$8,00 a Long Neck

Nota final: 8,6

sábado, 20 de agosto de 2011

Stella Artois X Heineken

  

 Entre as verdinhas que começam a disputar sua atenção nas prateleiras do supermercado existe uma rivalidade: Stella X Heineken. As duas podem ser consideradas como Premium Lagers e custam no mercado valores parecidos ( algo em torno de R$ 2,25 ). Considerando o tamanho das garrafas (Heineken 330 mls e Stella 275 mls ) a heineken costuma ser um pouco mais barata. 

 A Stella Artois:

 É uma cerveja belga que pode ser encontrada em qualquer super-mercado brasileiro, foi adaptada ao "paladar local" e sua versão fabricada aqui é bem leve e suave, percebe-se um leve tom metálico desagradável e aroma e o sabor do lúpulo são bem discretos. Acaba sendo uma cerveja bem suave e leve. O gosto é agradável, mas não vale o que custa. 

A Heineken:


  Cerveja da Holanda, mas que também é fabricada no Brasil. Uma coisa que marca bastante essa cerveja é a explosão que o lúpulo causa, bem incomum nessas lagers comerciais. Ela é marcada por um amargor leve e muito agradável, conferindo a ela uma excelente harmonia. Sem dúvidas essa é a melhor opção entre as lagers comerciais "nacionais", excelente cerveja com um bom custo-benefício. 


Conclusão: A Heineken é mais vantajosa, mais barata e mais saborosa.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mata Branca American Ale



 Por um feliz acaso conheci o Empório Mata Branca enquanto visitava o site da Bamberg. Já estava na hora de Vitória da Conquista ter um lugar que vendesse cerveja de qualidade e diversificada. Acredito que em pouco tempo o hábito de se degustar cerveja se popularize entre os conquistenses e espero que seja conferido a ela o status semelhante ao do vinho.

  Comprei uma garrafa de uma American Ale fabricada artesanalmente por Luíz Cravo, o simpático dono do empório, eis o resultado da degustação:

  Aparência: Creme pouco denso mas persistente, uma linda cor âmbar( bem diferente do amarelo tosco das  cervejas mais comerciais), carbonatação média baixa. 

 Aroma: Grande destaque para um aroma floral e cítrico, dá a impressão de ser uma cerveja leve e refrescante, cheiro marcante do lúpulo. Excelente harmonia no aroma.

 Sabor: Algo entre casca de laranja e mel, consegue ser adocicada sem ser enjoativa no começo e ao mesmo tempo trazer um amargor leve e breve no final, proporcionando uma excelente drinkability.

 Sensação: Mesmo tendo um teor alcoólico razoável, o gosto do álcool não é percebido, caberia um pouco mais inclusive, a cabonatação ficou bem harmonizada e seu corpo é suave sem ser aguado.

 Conjunto: Ótima cerveja, uma boa opção para se beber em quantidade sem abrir mão da qualidade.

  Nota Final: 8,7


 Para quem tiver interesse em conhecer o empório o endereço é : Rua 4, Casa 19, Urbis 1 - Bairro Candeias e o preço da cerveja é R$ 6,00.